Sobre Stephen King. _O começo…
Sexta-Feira, 21 Setembro 2007 de Marconi L. Pires
NUM ARTIGO ANTERIOR CONTEI UMA HISTÓRIA que li em um Livro chamado “Dissecando Stephen King“, uma série de entrevistas do Stephen King, organizadas por Tim Underwood e Chuck Miller. Esse livro é repleta de histórias curiosas sobre a vida pessoal e carreira desse importante escritor contemporâneo. Ele é um dos escritores que mais aprecio. Houve um período de mais ou menos três anos em que eu só lia livros se fossem do Stephen King!

Tabitha e Stephen King Juntos.
King teve um começo de carreira muito sofrido, tendo que trabalhar duro numa lavanderia, 50 a 60 horas semanais, ganhando US$1,75 por hora, para sustentar os dois filhos e a esposa e também escritora Tabitha King.
Falando em Tabitha, foi ela a grande responsável pelo lançamento de King no mundo dos grandes romances. Nessa época King já escrevia vários contos para revistas masculinas da época, como a Cavalier, Dude e a Twilight Zone Mas até então não conseguira emplacar nenhuma novela no mercado.
Cansado de ouvir NÃO, certa vez King chegou em casa e atirou ao lixo o original de Carrie. Estressado, tomou seu banho diário e deitou-se mais cedo naquele dia. Tabitha, acompanhando calada aquele fato, resgatou Carrie do lixo, e o dia seguinte foi ela mesmo em busca de alguma editora interessada em publicar o livro. Qual foi sua surpresa, dias depois King recebe uma ligação de um editor interessado em publicar seu pequeno romance.
Daí foi o começo de tudo. Publicado em 1974, transformado em filme em 1976 pelo grande Brian de Palma, Carrie até hoje é editado em todo o mundo.
Mas nem tudo são flores na vida de Stephen King…
Conta a lenda que ele morre de medo de aviões. Num desses vôos (quando viajava para receber um prêmio pela publicação de Carrie), King levantou-se para ir ao banheiro, quando notou que havia uma senhora no avião que estava lendo Carrie. Encheu-se de orgulho, pois era a primeira vez que via alguém com um romance seu nas mãos. Pensou então em se apresentar à senhora, dizendo que era o autor do livro. Até apresentaria a carteira de identidade pra ela, se fosse o caso, pra comprovar que ele realmente era o Stephen King que escrevera o livro que ela estava lendo, e se ofereceria para um autógrafo, com o maior prazer!
Voltando do banheiro, King se aproxima da senhora:
- Boa tarde. Reparei que a senhora está lendo o romance Carrie. O que está achando do livro?
E a senhora responde:
- Uma porcaria! Nunca li um livro tão ruim na minha vida!
E king, decepcionado:
- Ah, muito obrigado pela dica. Sendo assim, não irei comprá-lo mais para ler…
CONTRA-CAPA DE “DISSECANDO STEPHEN KING:
Sentados ao redor da fogueira, os membros da tribo não desviam a atenção do homem que narra histórias através de gestos largos e palavras primitivas. O feiticeiro é, antes de mais nada, um homem criativo que possui uma grande capacidade de persuasão. Suas narrativas são sobre deuses que não inspiram apenas adoração, mas também temor.Criaturas fantásticas que aterrorizam, e habitam, o coração do homem.
Antes do amor e do ódio, o medo é a mais básica das emoções humanas, pois é aquela que assegura sobrevivência. Nascemos amedrontados, e essa emoção nos acompanha cada dia de nossas vidas. Mas ao invés de evitarmos essa herança do homem primitivo, nós a procuramos. Fascinados pelo medo, brincamos de cabra-cega, vamos à Montanha Russa e lemos livros de terror.Alguns de nós aprendem a administrar o próprio medo, e conseqüentemente, o alheio. Estes tornam-se equivalentes aos feiticeiros tribais: os ficcionistas de terror. No século dezoito, a escola gótica européia fundou as tradições que marcariam para sempre o gênero e influenciariam seus maiores mestres como Edgar Allan Poe, H.P.Lovecraft e Guy de Maupassant: ambientação noturna, insalubridade e morbidez. Estas histórias amedrontaram muitas gerações, mas como a experiência, por mais superficial que seja, é essencial ao arrebatamento ficcional, começaram a impressionar cada vez menos o urbano, diurno e saudável homem padrão do século XX.
Stephen King é um divisor de águas na literatura de terror, pois reconquistou o grande público, transportando o gênero das masmorras e noites tempestuosas para o cotidiano do mundo moderno e a luz do dia. O que inquieta nos livros de King, é que as situações terroríferas podem ocorrer em qualquer lugar: um coletivo, um shopping center, até mesmo onde você está lendo agora.
Através de seus megasellers e dos filmes de sucesso baseados em seus livros, King tornou-se um verdadeiro objeto de culto para legiões de fãs no mundo inteiro. Incesantemente assediado por repórteres, concede muitas entrevistas, que se tornaram famosas por serem tão cativantes e bem-humoradas quanto seus livros. DISSECANDO STEPHEN KING reúne as entrevistas mais importantes, que revelam a filosofia do homem e do escritor.
A respeito de sua vida pessoal, King fala da infância miserável, de sua fascinação pelo medo e pelo grotesco, sobre alcoolismo, sexo, drogas e principalmente Rock & Roll (uma de suas paixões) quais são seus livros e filmes prediletos, por que escreveu várias vezes sob pseudônimo e declarou que seus leitores são depravados, e de como a venda de seu primeiro livro Carrie (que sua esposa resgatou do lixo) salvou seu casamento e sua sanidade.
Mas é falando sobre o assunto em que mais é especialista, que transforma uma simples conversa em um profundo ensaio sobre terror. Para King, que não lê não-ficção por julgar aterrorizante demais, a sociedade possui medos diferentes em épocas diferentes, que são exorcizados através do terror ficcional.
DISSECANDO STEPHEN KING é uma obra de consulta obrigatória para aqueles que pretendem conhecer profundamente as bases do terror e as motivações e mecanismos de criação do maior mestre moderno do gênero.
Bem-vindos a dissecção da alma de um feiticeiro.
Autores: Tim Underwood e Chuck Miller
Título original: Conversatios on Terror with Stephen King
Editora: Francisco alves
Tradução: Wilma freitas Ronald de Carvalho
ISBN 8526502271
PÁGINAS: 265
ANO: 1990







Muito legal o teu blog. Como cheguei aqui? Através do grupo Fly, do qual faço parte, mas raramente participo.
Lembro um tempo atrás que li uma entrevista do S.King em que ele dizia que iria parar de escrever livros porque já tinha destruídos árvores demais… ;o)
Um bom fim de semana pra você!
obrigado, Luciana!
Heheh, sim, eu conhecia essa história do King. Outro motivo que o faria parar de escrever é uma doença degenerativa que o estava deixando cego.
Vai ter muita história ainda do Stephen king aquí no blog! fique ligada!
Gostei muito do seu blog…
Quando crescer quero escrevo igual a vc.
Blog muito bom! parabens pela estrutura e pelo conteúdo. o Rei Stephen King certamente merece destaque em qualquer terreno da mídia.
Abraço!
SALVE , SALVE NOSSO QUERIDO STEPHEN KING !!! MUITO BEM ELEBORADO O BLOG , INFORMAÇÕES PRECISAS !!!! FALOW !!!!!
ROSI DEATH GORY ##¨¨%$**%$%&*