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Archive for the ‘opinião’ Category

Pra quem tinha alguma dúvida sobre o que fazer durante a propaganda eleitoral gratuita, aí vai uma dica:

Enquanto você
De paletó e gravata
Aparece na TV
E diz coisas que nao consigo entender

O que que eu faço?
Vou fazer cocô
O que que eu faço?
Vou fazer cocô

Você vive prometendo
Que tudo vai melhorar
Mas cada vez mais
Está pior a situação

Enquanto você promete
Vou fazer cocô
Enquanto você promete
Vou fazer cocô

Enquanto você
Sobe no palanque
Pra tentar
Enganar todo mundo
Enquanto você fala
Vou fazer cocô
Enquanto você fala
Vou fazer cocô

Enquanto você
De paletó e gravata
Aparece na TV
E diz coisas que nao consigo entender

O que que eu faço?
Vou fazer cocô
O que que eu faço?
Vou fazer cocô

Mas o que que eu faço?
Ô, ô, ô, ô
Mas o que que eu faço?
Ô, ô, ô, ô
Ô, ô

Vou Fazer Cocô, by Garotos Podres

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Eu odeio Química

Vi um outdoor hoje que me tirou do sério: Tratamento capilar SEM QUÍMICA. É obvio que a mensagem que a propaganda tenta passar é a que o produto oferecido não faz mal à saúde, é livre de qualquer composto que possa prejudicar a madame que porventura venha a usá-lo. Mas a cada dia os chamados publicitários menos entendem do assunto que divulgam. A impressão que dá é que eles imaginam que falam para um bando de ignorantes que mal conseguem ler o que está escrito, quem dirá entender o que eles dizem. E quem nunca se sentiu um completo idiota diante das propagandas que são exibidas principalmente na televisão?

O cidadão, quando quer dizer que um produto é bom, natural, dizendo que este é livre de química, não deve ter nem o ensino médio completo, pois se tivesse, saberia que o que rege o seu organismo, o que mantém todo o seu corpo em perfeita harmonia é justamente um conjunto de REAÇÕES QUÍMICAS conhecidas por metabolismo. Em seu corpo ocorrem várias reações químicas ao mesmo tempo, que transportam oxigênio para o seu cérebro, que digerem e absorvem os alimentos que você ingere, que geram energia para que você consiga se manter de pé. E se para sermos saudáveis teríamos que ser livres de qualquer química, saiba meu amigo publicitário, que você simplesmente, para princípio de conversa nem conseguiria abrir os próprios olhos. Aliás, se porventura, nesse exato momento, as reações químicas de seu corpo cessassem, você não mais estaria entre nós para contar sua medíocre história.

Será que é muito difícil estudar um pouco sobre aquilo que vai ser falado? Será que estamos sendo levados para um tempo remoto, quando que não era necessário ter um curso superior para exercer a prática de jornalismo, sendo também completamente dispensável um curso especializado em marketing, ou seja lá o que for, para fazer propaganda? A impressão é essa. Um bando de ignorantes divulgando um produto, um serviço a um bando de broncos semi analfabetos.

E o ‘show da publicidade brasileira’ que um certo pseudo apresentador de televisão se refere? Estou até hoje esperando esse show, e desconfio que vou morrer sem nunca ter visto.

Obviamente não devemos generalizar. Nesse ramo há profissionais honestos, de grande capacidade intelectual sem dúvidas, e eles não devem pagar pelos colegas obtusos. E nem pretendo que esse texto seja um ataque à publicidade brasileira, muito embora o seja de certa forma. Mas é que estamos (pelo menos eu estou) fartos de sermos tratados com ignorantes que ainda usam aquelas sandálias, ou bebem aquela cerveja, porque o cartaz promocional desses produtos está repleto de mulheres seminuas retocadas ao extremo com programas editores de imagens. Me desculpem, mas não sou idiota. Ao menos perceberam que não dá pra ser um nadador eficiente, ou um ciclista saudável, se entre um mergulho e outro, entre uma volta e outra, eu fumasse um ou mais cigarros, transparecendo uma sensação de bem estar, saúde, como a indústria tabagista queria que engolíssemos.

Sem química não há vida, portanto pensem melhor antes de querer dizer algo dizendo uma idiotice.

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Escrevi esse pequeno texto no sábado a noite, e o publiquei imediatamente. Mas por algum motivo o WordPress não o quis publicar. Será que deu bug no WordPress, ou fui eu quem apertou algum botão errado? Fico com a segunda opção.

Trabalhei na fábrica apenas num pequeno período do sábado a tarde, e resolvi tirar o resto do dia para ouvir apenas cantoras, em virtude do dia internacional da mulher. Essa é minha singela homenagem a essas guerreiras, sem as quais nós, homens, nada seriam.

Há uns 15 anos, quando eu só ouvia rock n’ roll, e odiava qualquer outra forma de expressão musical, a única cantora que eu gostava de ouvir era a Courtney Love, e sua banda de rock Hole. Também costumava ouvir Elis Regina, pois em casa todos gostavam dela, mas eu ouvia de tabela, não por gosto. Depois que conheci Billie Holliday tudo mudou.

cantora.jpg

Ouvi bastante Billie hoje. Sua voz é fantástica, poderosa. Isso aliado ao seu jeito peculiar de cantar, tornam Billie uma das maiores cantoras do mundo. Ela teve uma carreira curta, lançou poucos discos, mas mesmo assim tornou-se uma das mais importantes cantoras de Jazz. Sim, embora costuma-se dizer que Billie era uma cantora de blues, ela própria desmentiu isso. Um repórter a perguntou, e ela respondeu: “Sou uma cantora de Jazz”. Rótulos à parte, eu gosto muito de ouví-la cantar. Sua voz é muito marcante, te faz fechar os olhos e sentir a música. Assim como pode-se sentir a “parede se som” criada por Phil Spector, Billie faz você sentir a música dela, tão próxima que é possível sentir seu aroma.

Ouvi também Leila Pinheiro. Conheci um camarada que conhecia muito de música, me apresentou muita coisa nova, dentre elas Leila Pinheiro, que eu só tinha ouvido falar desde então. Ela é uma ótima cantora , tem toda aquela ginga brasileira, e canta bossa nova como ninguém. Ouví-la cantar Samba do Avião me encheu os olhos de lágrimas.

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CARLO GINZBURG, PIONEIRO DA CHAMADA “MICRO-HISTÓRIA”, numa entrevista cedida ao programa Entre Linhas, revelou um ponto de vista interessande em relação à essas histórias tidas por muitos como vazias e inexpressivas.

O Prefixo MICRO, colocado em micro-história, não se refere unicamente que a história é curta. Claro que literalmente ela é, mas é mais que isso. A micro-história tem outra dimensão, bem maior que suas breves linhas. Ela é gigante em termos de conteúdo, de compreensão. Tomo como exemplo o microscópio. Para que serve um MICROscópio, senão observar objetos de dimensões muito pequenas! Amplia-se então esse objeto, dando a ele dimensões gigantesgas, a fim principalmente de estudá-lo e de melhor compreendê-lo.

Microscópio alternativo

Assim, eu vejo a micro-história como um microscópio alternativo, destinado a buscar numa breve composição uma outra dimensão diferente daquela que é vista / lida a olho nú. Ou seja, a micro-história é micro não porque é curta, mas por que amplia a visão, a dimensão, a compreensão.

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Oral-B, uma empresa nota 10

EU COSTUMO SER FIEL À MARCAS, principalmente quando elas respeitam o cliente, e são dignas com o consumidor. Vou contar um caso que acoteceu comigo, quando da compra de uma escova de dentes elétrica da Oral- B.

 

Nos idos de 2005 comprei uma escova Oral-b CrossAction Power. Paguei aproximanamente R$20,00 pela escova. Depois de três meses, fui em busca do refil (cabeça) para substituição e depois de muito procurar, fui informado em uma farmácia que a comercialização da escova estava suspensa, pois havia relatos de que pessoas com necessidades especiais haviam engolido a cabeça da escova, por ela ser muito pequena.

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Sobre a Bahia…

Até onde vai a genialidade dos nossos artistas?


CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE MUITO LAMENTOU por nunca ter tido oportunidade de conhecer a terra de Caymmi. Mas nem por isso deixou de escrever sobre ela. Drummond compôs alguns micro-poemas, e num desses ele escreveu sobre a Bahia, sem nunca ter pisado lá. Foi curto e grosso:

Sobre a bahia
“É preciso escrever um poema sobre a Bahia…
Mas eu nunca fui lá.”

E precisa mais que Isso? Como Caymmi, curto, simples e completo: “se fizer bom tempo amanhã, eu vou. Mas se por exemplo chover, não vou.” O sonho de todo compositor brasileiro!

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