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Archive for the ‘Textos e Poesias’ Category

Qualquer semelhança com alguma história que certamente conhecemos não é mera coincidência.

Certo dia Oscar Niemeyer chega ao escritório para mais uma jornada de trabalho. Com o pensamento entre curvas e concreto armado, logo na entrada do prédio se depara com uma criança suja e mal alimentada vendendo balas e doces. Oscar se sensibiliza com o garoto lhe compra algumas balas, e segue em direção ao elevador que o leva para o escritório. No curto trajeto entre o saguão e sua sala, Oscar pensa: “Isso não é justo. Assim como sobe esse elevador, sobe também a miséria daquele garoto”.

Chegando em sua sala, Oscar liga para a segurança e pede que lhe tragam aquele garoto vendedor de balas. Sobe então o garoto até a sala de Oscar. Oscar quis saber onde ele morava, se estudava, e onde estavam seus pais. O garoto responde que morava ali mesmo na rua, que nunca havia entrado numa escola, e que não sabia por onde andavam seus pais.

Uma empregada de Oscar, uma portuguesa muito da generosa, ouvindo aquele diálogo, veio a intervir: “Seu Oscar, deixa que eu o levo pra casa. Meu marido é chofer de praça, vive a trabalhar, o garoto me será uma boa companhia”. Oscar assentiu.

Duas semanas depois a portuguesa, agora muito assustada, chora junto ao Oscar: O garoto sumira! Sem uma explicação, sem deixar um rastro.

Passado alguns dias, para surpresa de Oscar, o garoto, maltrapilho e maltratado, reaparece em seu escritório. Se diz arrependido da fuga, e que estava disposto a ser educado. Oscar o recebe de bom grado. Oferece um banho quente, lhe veste com roupas novas, matricula-o em uma boa escola, e mais uma vez a portuguesa generosa o leva pra casa.

Mas a alegria não durou muito. Mais uma vez o garoto desaparece inexplicavelmente. Oscar, meio que já conformado com a história, reflete: “Decerto ele sofre do mal que assola a maioria dos moradores de rua. O mal de se recusar a ser educado. De não estar habituado a ter um lar, uma cama quente, roupas limpas e uma pessoa que se importe com ele. Estava acostumado sim ao corre-corre noturno, às fugas constantes da polícia, aos companheiros de vícios, ao travesseiro de pedra, ao chão frio da rua que lhe sirva como cama”. isso sim. Enfim…

Dessa vez o garoto desaparecera definitivamente, a não ser por um telefonema, dez anos depois. Do outro lado da linha uma voz adulta, porém familiar, queria saber se aquele generoso senhor que o acolhera há dez anos estava bem de saúde. “Ele foi um garoto atencioso, se lembrou de alguém que ao menos tentou ajudá-lo no passado”, disse Oscar em pensamento. E sem ressentimentos…

Uma história contada por Oscar Niemeyer à Paulo Henrique Amorim

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Pra quem tinha alguma dúvida sobre o que fazer durante a propaganda eleitoral gratuita, aí vai uma dica:

Enquanto você
De paletó e gravata
Aparece na TV
E diz coisas que nao consigo entender

O que que eu faço?
Vou fazer cocô
O que que eu faço?
Vou fazer cocô

Você vive prometendo
Que tudo vai melhorar
Mas cada vez mais
Está pior a situação

Enquanto você promete
Vou fazer cocô
Enquanto você promete
Vou fazer cocô

Enquanto você
Sobe no palanque
Pra tentar
Enganar todo mundo
Enquanto você fala
Vou fazer cocô
Enquanto você fala
Vou fazer cocô

Enquanto você
De paletó e gravata
Aparece na TV
E diz coisas que nao consigo entender

O que que eu faço?
Vou fazer cocô
O que que eu faço?
Vou fazer cocô

Mas o que que eu faço?
Ô, ô, ô, ô
Mas o que que eu faço?
Ô, ô, ô, ô
Ô, ô

Vou Fazer Cocô, by Garotos Podres

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Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma de nossos corpos e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia. E se não ousarmos fazê-la teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos.

Sobre o autor:
Fernando Pessoa (1888 – 1935) nasceu em Lisboa/Portugal.
É considerado um dos mais importantes poetas modernistas.
Criou heterônimos famosos como Alberto Caieiro, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

Via: Provocações

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Se você é jovem ainda

jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Existem jovens de oitenta e tantos anos
E também velhos de apenas vinte e seis
Porque velhice não significa nada
E a juventude volta sempre outra vez!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Se você é tão jovem quanto sente
Pode apostar: é jovem pra valer
E velho é quem perde a pureza
E também é quem deixa de aprender!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Não diga não à vida que te espera
Para festejar a alegria de viver
Para agradecer a luz no seu caminho
E você vai tudo isso entender!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
Da juventude, que nunca morrerá!

A Turma do Chaves

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“Que bonita sua roupa

QUE ROUPINHA MUTCHO LOUCA
Nela é tudo remendado
Não vale nem um centavo
Mas agrada a quem olharEu sou o famoso Chaves
Todos dizem que minha roupa é remendada
Faço tremer as bases
Com as minhas peraltices preparadas

Que bonita sua roupa
Que roupinha mutcho louca
Nela é tudo remendado
Não vale nem um centavo
Mas agrada a quem olhar

Dizem a todo instante
Que ele é mais espaçoso que um trem
Que ela é azucrinante
E que tão chata como ela não há ninguém

Que bonita sua roupa
Que roupinha mutcho louca
Nela é tudo remendado
Não vale nem um centavo
Mas agrada a quem olhar

O professor visita
A vila procurando casamento
O seu Madruga não evita
Levar um tabefe a todo momento

Que bonita sua roupa
Que roupinha mutcho louca
Nela é tudo remendado
Não vale nem um centavo
Mas agrada a quem olhar

A Popis é muito boba
Pra dona Clotilde só falta uma vassoura
O Nhônho não se manca
Do seu Barriga leva sempre uma bronca

Turma do Chaves

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Foge-me a inspiração
Sinto a alma deserta
Um vazio se faz em meu peito
E de fato eu sinto
Em meu peito um vazio
Me faltando as tuas carícias
As noites são longas
E eu sinto mais frio.
Procuro afogar no álcool
A tua lembrança
Mas noto que é ridícula
A minha vingança
Vou seguir os conselhos
De amigos
E garanto que não beberei
Nunca mais
E com o tempo
Essa imensa saudade que sinto
Se esvai

PEITO VAZIO, de Cartola e Elton Medeiros.

Obrigado Elton,

obrigado, Cartola!

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Papai Noel, velho batuta

AH, O NATAL SE APROXIMA, E COM ELE O ESPÍRITO NATALINO que transborda noss’alma! Nossos ouvidos são brindados com belos hinos natalinos, a cada loja que você entra, a cada comercial de TV…. Não podia deixar de lembrar desse também belo hino, entoado por um conjunto musical de extrema qualidade sonora e poética, os Garotos Podres!

badsanta

Pra quem não conhece, esse é o hino de natal dos Garotos Podres:

Papai Noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Papai Noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres

Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Pobres
Pobres

Mas nos vamos sequestrá lo
E vamos matá-lo
Por que?

Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal

Por que?

Papai noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero mata-lo
Aquele porco capitalista
Presenteia os ricos
E cospe nos pobres
Presenteia os ricos

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