Feeds:
Posts
Comentários

Durante o início de carreira, as coisas nem sempre eram fáceis para o jovem Stephen King. Entretanto algumas vezes a solução parecia cair do céu.

Certa vez, Stephen King andando pelas ruas do Maine, vê cones de sinalização durante todo o percurso. Decerto alguém os esquecera lá após realizar algum serviço de manutenção viária, ou algo do tipo. O fato é que King se irritara com tais cones, e aproveitando estar com sua caminhoneta, saiu recolhendo os cones, um por um, a fim de levá-los ao departamento de trânsito da cidade, e registrar uma reclamação.

Acontece que, depois de recolher vários deles, King fora interceptado por uma viatura policial. O guarda então desce da viatura, olha para os vários cones na caçamba da caminhoneta, encara King com uma cara de ‘velhaco’ e lança a pergunta: “Esses cones por acaso te pertencem, filho?”

King fora intimado a prestar depoimento no tribunal da cidade, e condenado a pagar uma multa de 250 dólares.

Há muito King não recebia nada pelos seus contos publicados, e o dinheiro da família mal dava para os remédios do bebê recém-nascido. Faltando um dia para o pagamento da multa ao estado, eis que King recebe pelo correio um cheque nominal de 250 dólares da revista Cavalier, referente à publicação de um conto que estava em posse do editor há mais de seis meses, e que até então não havia sido aproveitado.

Ontem os 11 jogadores do galo sofreram um dia de trombose, durante e depois do jogo.

A cabeça deles deveria estar assim:

Força, galo! Quem leva 5 também pode fazer 5!

O galo é o time da virada! O Galo é o time do amor!

Eu odeio Química

Vi um outdoor hoje que me tirou do sério: Tratamento capilar SEM QUÍMICA. É obvio que a mensagem que a propaganda tenta passar é a que o produto oferecido não faz mal à saúde, é livre de qualquer composto que possa prejudicar a madame que porventura venha a usá-lo. Mas a cada dia os chamados publicitários menos entendem do assunto que divulgam. A impressão que dá é que eles imaginam que falam para um bando de ignorantes que mal conseguem ler o que está escrito, quem dirá entender o que eles dizem. E quem nunca se sentiu um completo idiota diante das propagandas que são exibidas principalmente na televisão?

O cidadão, quando quer dizer que um produto é bom, natural, dizendo que este é livre de química, não deve ter nem o ensino médio completo, pois se tivesse, saberia que o que rege o seu organismo, o que mantém todo o seu corpo em perfeita harmonia é justamente um conjunto de REAÇÕES QUÍMICAS conhecidas por metabolismo. Em seu corpo ocorrem várias reações químicas ao mesmo tempo, que transportam oxigênio para o seu cérebro, que digerem e absorvem os alimentos que você ingere, que geram energia para que você consiga se manter de pé. E se para sermos saudáveis teríamos que ser livres de qualquer química, saiba meu amigo publicitário, que você simplesmente, para princípio de conversa nem conseguiria abrir os próprios olhos. Aliás, se porventura, nesse exato momento, as reações químicas de seu corpo cessassem, você não mais estaria entre nós para contar sua medíocre história.

Será que é muito difícil estudar um pouco sobre aquilo que vai ser falado? Será que estamos sendo levados para um tempo remoto, quando que não era necessário ter um curso superior para exercer a prática de jornalismo, sendo também completamente dispensável um curso especializado em marketing, ou seja lá o que for, para fazer propaganda? A impressão é essa. Um bando de ignorantes divulgando um produto, um serviço a um bando de broncos semi analfabetos.

E o ‘show da publicidade brasileira’ que um certo pseudo apresentador de televisão se refere? Estou até hoje esperando esse show, e desconfio que vou morrer sem nunca ter visto.

Obviamente não devemos generalizar. Nesse ramo há profissionais honestos, de grande capacidade intelectual sem dúvidas, e eles não devem pagar pelos colegas obtusos. E nem pretendo que esse texto seja um ataque à publicidade brasileira, muito embora o seja de certa forma. Mas é que estamos (pelo menos eu estou) fartos de sermos tratados com ignorantes que ainda usam aquelas sandálias, ou bebem aquela cerveja, porque o cartaz promocional desses produtos está repleto de mulheres seminuas retocadas ao extremo com programas editores de imagens. Me desculpem, mas não sou idiota. Ao menos perceberam que não dá pra ser um nadador eficiente, ou um ciclista saudável, se entre um mergulho e outro, entre uma volta e outra, eu fumasse um ou mais cigarros, transparecendo uma sensação de bem estar, saúde, como a indústria tabagista queria que engolíssemos.

Sem química não há vida, portanto pensem melhor antes de querer dizer algo dizendo uma idiotice.

Anteontem foi ao ar pela TV Cultura o excelente Roda Viva, tendo Carlos Lyra como entrevistado, como parte das comemorações dos 50 anos de Bossa Nova. Na minha opinião o programa foi mediano, falou-se muito de rótulos e datas, pouco de música. Primeiro quero dizer que conheço pouquíssimo de Lyra, e que o meu conhecimento acerca da Bossa Nova resume-se a Tom, Vinícius e João Gilberto. Achei que o programa foi médio pois quase que o tempo todo foi discutido principalmente o marco-zero da Bossa Nova (o Lyra afirmou que na sua opinião – e na minha também, e na do Tom também – tudo começou com Chega de Saudade, do João Gilberto). Mas o que tem-se de oficial é que Canção do Amor Demais, de Elizeth Cardoso, em 1958, marcou o início de tudo.

1.gif

Não quero entrar nesse mérito, até porque os que entraram na verdade se passaram por grandes chatos. O próprio Lyra disse que o leque está aberto, e que o movimento que ele diz que não teve a intenção de criar, surgiu entre 1954 (quando ele compôs sua primeira música) e 1959, quando do disco do João. Aliás, e como insistiram com ele sobre essa intenção de formar a Bossa Nova! Mesmo ele negando que, na época, quisesse/pensasse em criar alguma coisa.

A coisa foi surgindo, os amigos, principalmente da zona nobre do Rio, foram se reunindo e fazendo música que lhes agradasse, sem o objetivo claro de inventar alguma coisa. Decerto o interesse comercial sempre existiu, mas a criatividade era tanta, que ninguém parou pra dizer: “vamos inventar um novo estilo, um novo movimento: a Bossa Nova” (mas todos queriam que o Lyra o dissesse), tudo fluiu naturalmente. Lyra disse que ele só se deu conta do que tinham criado, da grandeza disso tudo, foi durante a sua apresentação no Carnegie Hall, em Nova York.

Continuar Lendo »

Cultura

Dia desses estava pensando se era eu uma pessoa culta. Bom, eu gosto muito de literatura, já li Kafka, aprecio uma boa música, brigo por um português bem escrito e bem falado, jogo xadrez, gosto de química e ciências em geral, assisto a todos os Cafés Filosóficos da TV Cultura, eu sei quem foi Josué de Castro e sou muito colaborativo. Enfim, gosto desse tipo de coisa que geralmente as pessoas não gostam.

Mas eis a questão: será que basta isso pra que consideremos uma pessoa culta? O Aurélio diz que cultura é “Refinamento de hábitos, modos ou gostos”. Acho que nisso eu me encaixo. “Conjunto de microorganismos, células, etc”. Opa! Eu sou um conjunto de células! “O processo ou estado de desenvolvimento social de um grupo, um povo, uma nação, que resulta do aprimoramento de seus valores, instituições, criações, etc.; civilização, progresso”. Essa já é uma questão mais ampla, complexa, que não compreende a definição individual que eu busco. Continuo sem minha resposta.

Fiz-me então uma série de perguntas:

quantos idiomas eu falo fluentemente?
Apenas um (e muito mal), o português;

o que eu entendo de arte moderna?
Nada;

tenho quantos cursos superiores completos?
Nenhum;

em quantos outros países eu já estive?
Apenas um, na Espanha;

ouço Beethoven, Mozart e Bach frequentemente?
Não;

já li Shakespeare?
Não;

qual a minha principal fonte de informação hoje?
Internet.

Nesse contexto, eu sou o que o Aurélio chama de “curto de inteligência, bronco, asinino“.

Foi quando eu li um pequeno texto de José Paulo Paes, que MODIFICOU O MEU OLHAR:

Cultura não é acumulação de informação, é assimilação de informação, é tudo aquilo de que a gente se lembra após ter esquecido o que leu. Revela-se no modo de falar, de sentar-se, de comer, de ler um texto, de olhar o mundo. É uma atitude que se aperfeiçoa no contato com a arte. Cultura não é aquilo que entra pelos olhos, é o que modifica seu olhar.

José Paulo Paes nasceu em Taquaritinga SP, em 1926. Estudou química industrial em Curitiba, onde iniciou sua atividade literária colaborando na revista Joaquim, dirigida por Dalton Trevisan. Via Provocações.

Se você é jovem ainda

jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Existem jovens de oitenta e tantos anos
E também velhos de apenas vinte e seis
Porque velhice não significa nada
E a juventude volta sempre outra vez!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Se você é tão jovem quanto sente
Pode apostar: é jovem pra valer
E velho é quem perde a pureza
E também é quem deixa de aprender!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Não diga não à vida que te espera
Para festejar a alegria de viver
Para agradecer a luz no seu caminho
E você vai tudo isso entender!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!

Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será
A menos que o coração, que o coração sustente
Da juventude, que nunca morrerá!

A Turma do Chaves

Escrevi esse pequeno texto no sábado a noite, e o publiquei imediatamente. Mas por algum motivo o WordPress não o quis publicar. Será que deu bug no WordPress, ou fui eu quem apertou algum botão errado? Fico com a segunda opção.

Trabalhei na fábrica apenas num pequeno período do sábado a tarde, e resolvi tirar o resto do dia para ouvir apenas cantoras, em virtude do dia internacional da mulher. Essa é minha singela homenagem a essas guerreiras, sem as quais nós, homens, nada seriam.

Há uns 15 anos, quando eu só ouvia rock n’ roll, e odiava qualquer outra forma de expressão musical, a única cantora que eu gostava de ouvir era a Courtney Love, e sua banda de rock Hole. Também costumava ouvir Elis Regina, pois em casa todos gostavam dela, mas eu ouvia de tabela, não por gosto. Depois que conheci Billie Holliday tudo mudou.

cantora.jpg

Ouvi bastante Billie hoje. Sua voz é fantástica, poderosa. Isso aliado ao seu jeito peculiar de cantar, tornam Billie uma das maiores cantoras do mundo. Ela teve uma carreira curta, lançou poucos discos, mas mesmo assim tornou-se uma das mais importantes cantoras de Jazz. Sim, embora costuma-se dizer que Billie era uma cantora de blues, ela própria desmentiu isso. Um repórter a perguntou, e ela respondeu: “Sou uma cantora de Jazz”. Rótulos à parte, eu gosto muito de ouví-la cantar. Sua voz é muito marcante, te faz fechar os olhos e sentir a música. Assim como pode-se sentir a “parede se som” criada por Phil Spector, Billie faz você sentir a música dela, tão próxima que é possível sentir seu aroma.

Ouvi também Leila Pinheiro. Conheci um camarada que conhecia muito de música, me apresentou muita coisa nova, dentre elas Leila Pinheiro, que eu só tinha ouvido falar desde então. Ela é uma ótima cantora , tem toda aquela ginga brasileira, e canta bossa nova como ninguém. Ouví-la cantar Samba do Avião me encheu os olhos de lágrimas.

Continuar Lendo »